(Entrevista) Você sabe reconhecer pessoas nocivas ao seu redor? Como lidar com elas?

Olá!

  • Você precisa conviver com pessoas falsas?
  • Está cansada do péssimo humor daquela colega que se faz de vítima ou se vê derrotada pela vida?

Todos nós, vez ou outra, precisamos conviver com alguma pessoa que queremos ver longe… bem longe.

Fofoca e inveja? Nossa… disso ninguém está livre!

A jornalista Heloísa Noronha fez uma matéria sobre comportamentos destrutivos no ambiente de trabalho e pediu que eu avaliasse alguns deles.

São comportamentos, digamos, nocivos. Eis a matéria publicada no UOL.

Abaixo você vai ver cinco características muitas vezes difíceis de lidar, que podem até ser prejudiciais à sua vida.

A reportagem é voltada para o ambiente de trabalho, porém são características que você pode encontrar na família ou no seu meio social.

Não raro você é obrigada a apender a conviver com essas pessoas, porque afastar-se não é opção.

Agora… se você tem amigas com essas características, pense bem se vale a pena manter o relacionamento.

 

Você pode escolher suas amizades e talvez essas pessoas não sejam assim “tão amigas”. Se esse é o seu caso mantenha boas práticas de higiene: livre-se do lixo!  😉

 

Abaixo compartilho com você o conteúdo completo da entrevista.

Como nosso blog é voltado para mulheres, alterei apenas a concordância gramatical, ok?

 

1. A Manipuladora

Ela sabe, ou pensa que sabe, como lidar com cada pessoa.

É muito observadora: analisa o vocabulário, a forma de se comunicar, quer saber quais são os seus interesses e, principalmente, seus sentimentos.

Adora usar a “técnica de vítima”, passando-se por uma para conseguir o que quer. E quase dá para ouvir os “risinhos interiores” de satisfação quando consegue seu objetivo!

Para neutralizar o impacto desse tipo de comportamento sobre você, pratique uma das palavras da atualidade: blindagem.

Isso quer dizer: observe muito bem as atitudes dessa pessoa, porque o que ela faz com os outros certamente fará com você.

Evite se impressionar pelas suas lamúrias, desconsidere a extrema empatia que ela demonstra (concorda com tudo, coloca-se no seu lugar com facilidade, valoriza qualquer posicionamento seu, mesmo que não concorde).

Exerça seu direito à dúvida: “será que ela sente, vê ou concorda realmente com tudo o que eu falo?”

Em ambiente organizacional onde qualquer desavença pode comprometer tanto seu bem estar quanto seus resultados, é politicamente adequado conservar o relacionamento em patamares amigáveis, sem se envolver demais (ou preferencialmente, nada).

Mantenha apenas o diálogo necessário, seja firme e posicione-se.

 

Uma manipuladora se desvia das pessoas assertivas e seguras, porque dentre suas “fontes de trabalho” estão a insegurança e a indecisão.

 

 

2. A Invejosa

Mais dia, menos dia, a invejosa demonstra que tem esse sentimento porque, via de regra, ela é enrustida!

A invejosa pode desprezar o “alvo” ou até nem conversar com ele, porém a energia negativa não vai embora.

São comuns comentários do tipo:  “você sempre tem tempo para tudo, como consegue?” ou “minhas unhas nunca ficam lindas como as suas”. Você pode encontrar ironia nas palavras dela.

Seus olhos parecem saltar pelas órbitas, o riso (não sorriso) é amarelo, sem graça ou por vezes nem existe, mesmo em situações onde seria bem-vindo.

Separe os comentários das pessoas que se importam verdadeiramente e admiram você, daqueles que indicam inveja. Dê tempo ao tempo e observe.

Para neutralizar o comportamento e a energia de uma invejosa, manter “distância segura” pode ser a saída.

O que isso quer dizer?

Converse apenas o básico e necessário, evite falar sobre sua vida pessoal.

Agradecer quando a invejosa fizer um “elogio” pode ajudar no distanciamento, porque ela vai se cansar da sua atitude “bondosa e compreensiva“.

Se os “elogios” dessa pessoa são frequentes demais, redirecione com inteligência e estratégia. Diga: “faço minhas unhas no salão X com a manicure Y. Ela é ótima! Vá lá e suas unhas ficarão como as minhas!”

Nunca, jamais, em tempo algum dê “munição” à invejosa, por isso manter a tal distância segura, com discrição em sua vida profissional e principalmente pessoal, é vital.

 

 3. A Fofoqueira

Eis uma pessoa perigosa, porque é falsa.

A fofoca é uma ameaça: em algum momento alguém vai acreditar e isso fará a fofoqueira se sentir poderosa e foco das atenções.

E falando em atenção… mesmo que negativa, é preferível a ser ignorada por completo.

 

Este é um dos motivos que “movem” as fofoqueiras: inconscientemente, é melhor ser vista, mesmo que seja de forma negativa, a nem ser notada.

 

Para que a fofoqueira exista é necessário alguém que lhe dê liberdade e ouça suas fofocas. Portanto, evitar ou mesmo cortar esse tipo de diálogo vai desviar a atenção dela.

A parábola das “3 Peneiras” de Sócrates é uma resposta que você pode aplicar facilmente. Acompanhe essa história:

Um homem foi ao encontro de Sócrates levando ao filósofo uma informação que julgava de seu interesse:
– Quero contar-te uma coisa a respeito de um amigo teu!
– Espera um momento – disse Sócrates. Antes de contar-me quero saber se fizeste passar essa informação pelas três peneiras?
– Três peneiras? Que queres dizer?
– Vamos peneirar aquilo que queres me dizer. Devemos sempre usar as três peneiras. Se não as conheces, presta bem atenção. A primeira é a peneira da VERDADE. Tens certeza de que isso que queres dizer-me é verdade?
– Bem, foi o que ouvi outros contarem. Não sei exatamente se é verdade.
– A segunda peneira é a da BONDADE. Com certeza, deves ter passado a informação pela peneira da bondade. Ou não?

Envergonhado, o homem respondeu:
– Devo confessar que não.
– A terceira peneira é a da UTILIDADE. Pensaste bem se é útil o que vieste falar a respeito do meu amigo?
– Útil? Na verdade, não.
– Então, disse-lhe o sábio, se o que queres contar-me não é verdadeiro, nem bom, nem útil, então é melhor que o guardes apenas para ti.

 

Você pode fazer algo similar com a fofoqueira. Depois desse “filtro” ela mudará o foco, pois não haverá continuidade no diálogo.

Por vezes será necessário ouvir a fofoca (de uma gestora, de uma amiga íntima), porém você não precisa nem deve dar continuidade. Desse modo a fofoca começa e, ao menos com você, finaliza.

Há uma terceira opção, mais impositiva, de enfrentamento.

Ao final ou mesmo antes do término da fofoca, pergunte à fofoqueira se o que ela diz é uma suposição ou há fatos que comprovem. Se insistir, vale a pena falar que ela está fazendo um julgamento pessoal. Lembre-se de usar baixo tom de voz e palavras objetivas, sem grosseria.

 

A fofoca é um dos comportamentos mais fáceis de neutralizar quando se tem equilíbrio, assertividade e segurança. A fofoqueirA precisa de “plateia”; quando não tem, perde o poder.

 

 

4. A Falsa

A falsidade pode conter inveja, fofoca e maldade. Assim como a invejosa e a fofoqueira, mais cedo ou mais tarde a falsa se revela.

Quem pratica a falsidade o faz quando percebe vantagens para si, quer sejam imediatas ou não.

Há aquelas com extrema paciência, capazes de aguardar anos pelo seu objetivo. Nesse tempo “mina” relações, mente, ignora a ética e o respeito ao outro.

A falsa é uma pessoa “perfeita”. Essa é uma boa dica: perfeição não existe, então há algo de errado. Ninguém é 100% centrada, equilibrada, feliz, competente, ouvinte, flexível, compreensiva.

É comum a pessoa falsa ser extremamente equilibrada, pois precisa manter a imagem “perfeita” que criou.

O tempo é revelador, também nesse caso. Falsidade é mentira que se revela, mais cedo ou mais tarde.

Como você pode neutralizar as ações e o poder da pessoa falsa?

  • Evite “entrar” na conversa. Não aceite a falsidade. Se no momento é necessário ouvir,  a saída é não dar continuidade aos argumentos dela. É o mesmo caso da fofoqueira que comentamos acima.
  • Está em dúvida se a informação ou comportamento são falsos? Evite qualquer tipo de comentário e observe. Além disso, se for um assunto essencial, vá atrás dos fatos, caso contrário, ignore.
  • Trabalhar ou conviver com uma pessoa falsa é desgastante. Serenidade, alegria e o bom humor costumam afastar ou enfraquecer a falsidade, portanto pratique!
  • Você é transparente? Use seu bom senso. Como fazer isso? Guarde sua intimidade para si mesma. Sobre outros assuntos, fale apenas o que todo mundo sabe ou o que é absolutamente necessário.
  • Contribua para criar ambientes harmônicos, equilibrados, respeitosos, éticos, porque a falsa não encontra espaço para agir.

 

5. A Derrotada

Quem se queixa está acostumada a fazê-lo porque tem “eco”, alguém sempre ouve suas lamúrias.

Existem vários tipos de queixas e, se todas forem esmiuçadas, a essência mostrará apenas uma direção: baixa autoestima, autoconceito e/ou autoimagem.

Aquela que se queixa de tudo e todos, que se vê ou se sente derrotada, “passa recibo” de incompetência. Ela acredita que não consegue, não pode ou não sabe.

Usa e pratica todos os “nãos” possíveis para se livrar de atividades que não deseja ou não acredita que é competente para fazê-las. E junto a isso outro comportamento pode aparecer: desdenhar, desvalorizar. Jamais ele dirá que se sente incompetente, então desmerecer é o caminho.

A pessoa que se queixa demais transmite energia negativa, “pesada”. Ela se faz de, e muitas vezes não se vê, vítima.

Também sofre da síndrome de Hardy Har Har: “ohhhhh vida, ohhhh azar”. Tudo é penoso, difícil, trabalhoso.

 

A energia “down”, “pra baixo” é facilmente absorvida por quem não está em um dia equilibrado. Esse é um dos perigos da queixosa: a contaminação.

 

Não é necessário estar em um momento desequilibrado da vida, bastam um dia ou algumas horas. A força interior exigida para manter o equilíbrio emocional e afastar-se desse contágio, é grande. É fácil “ceder” à queixa, à energia negativa e destrutiva.

Você pode neutralizar essa energia com mantendo-se segura, equilibrada, centrada e assertiva.

 

Valorizar a pessoa queixosa pode ajudá-la a se reerguer. Quem se queixa ou se sente derrotada também precisa de um ombro amigo, de verdade, que lhe diga como esse comportamento a afasta das pessoas. É aí que você entra.

 

Desejo muito sucesso a vc.
Bjs e até breve!
Izabel

 

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