As empresas não querem contratar profissionais com baixa autoestima

 

Olá

As estatísticas recentes no nosso país mostram números bem pessimistas em relação ao crescimento do emprego. Ao mesmo tempo isso não significa que não há vagas disponíveis…. há vagas sim, para uma quantidade pequena de pessoas.

É natural que você se sinta estressada enquanto você procura trabalho. Nessa fase ele pode aumentar ainda mais, o que não é nada bom pra você.

Pofissionais de Seleção competentes em processos seletivos idem, quando um candidato se expõe no bom sentido (falo melhor sobre isso já já), conseguem observar que ele tem os conhecimentos técnicos esperados, que apresenta também as atitudes e comportamentos necessários para ocupar o cargo, mesmo que a autoestima esteja baixa no momento do processo seletivo.

Com minha experiência de 30 anos em RH, digo a você com segurança:

As empresas não querem contratar profissionais com autoestima baixa.

Sem entrar no mérito do quanto é justo ou não, essa é a realidade do mercado.

Não adianta argumentar com os gestores responsáveis da área que está contratando, eles simplesmente preferem aguardar novas candidatas, outros processos de seleção a contratar alguém que transmite que sua autoestima não está das melhores.

Eles pensam que terão que “carregar no colo” essa nova profissional por um longo tempo, acham que autoestima baixa é “irreversível” (coloquei entre aspas porque eles sabem, no fundo, que não é verdade…). Parece que candidata com autoestima baixa é um “fardo” e disso eles já estão cheios.

Tem um “detalhe” importante nisso tudo: “a autoestima está baixa” e não “é baixa”, porque é um ciclo. Eu, você, todas nós temos altos e baixos e, quando aprofundamos nosso autoconhecimento, conseguimos mantê-la elevada por mais tempo. Quando a autoestima cai é por um período mais curto e a recuperação é mais rápida.

Exatamente por tudo isso que vi e vivi, criei esse conteúdo pra você, porque existem alguns comportamentos essenciais que você precisa transmitir durante um processo seletivo, mesmo que seja difícil. Sabe o motivo?

Primeiro você deve mostrar do que é capaz. Somente depois a contratação é possível.

 

Abaixo enumerei cinco práticas que vão ajudá-la – e muito – a manter a autoestima equilibrada e elevada durante qualquer processo seletivo que você participar.

 

1. (Re)Crie uma imagem positiva e confiante de si mesma

Começamos com uma prática: lembre um momento da vida em que se sentiu extremante autoconfiante. Que momento foi esse? Quais outros sentimentos positivos apareceram?

Quando você “puxa” sua memória, seu cérebro acredita que você está vivendo essa experiência naquele momento, então aciona também os sentimentos e sensações de bem-estar. É por isso que você tem várias lembranças tão vívidas, tão presentes, de momentos que parecem estar acontecendo naquele exato instante.

Aproveite-se disso e, antes de participar de qualquer etapa do processo seletivo, permita se encher de autoconfiança, mesmo que tenha acontecido em outro momento.

…. e sua autoestima vai agradecer…

 

2. Pratique tudo o que for possível

Nada constrói autoconfiança mais rapidamente do que treinar o que é necessário.

Faça uma lista das prováveis perguntas que o Entrevistador pode fazer a você e responda em voz alta. Se possível, olhando no espelho para experimentar a postura assertiva. Responda várias vezes, treine alguns minutos por dia.

É claro que, no momento exato da entrevista, você pode ouvir perguntas diferentes. O essencial é que o treino verbal das respostas mais a prática da postura corporal assertiva e segura no espelho, facilitam a sensação de domínio do momento, como se você estivesse acostumada a participar de entrevistas e, portanto, já não é mais um “bicho papão”.

Faça outra lista com suas realizações, as conquistas que teve, os projetos que participou. Escreva os aprendizados que obteve com cada um. Lembre-se de que resultados negativos geram aprendizados positivos, escreva-os também.

Relacione, ainda, as coisas boas que as pessoas dizem sobre você. Se aceitar elogios é um fardo, está na hora de rever essa postura. Na lista inclua as atitudes e comportamentos que você tem e se orgulha. E faça a lista contrária, com os aspectos que você precisa melhorar, por que e como efetivamente vai realizar essa transformação.

…. e sua autoestima vai agradecer…

 

3. Concentre-se em si mesma

A comparação é um dos piores comportamentos que você pode ter na vida!

Ela não serve para nada além de, na maioria das vezes, detonar sua autoestima.

Em um processo seletivo resista à tentação de se comparar:

– Ah… ela é muito mais competente do que eu…

– Humm… esse cara fala melhor que eu…

– Nossa, quanta experiência dessa candidata! Estou fora da Seleção com certeza.

Você só vai conhecer todos os detalhes do perfil necessário e desejado pela empresa quando for contratada.

É exatamente assim que acontece porque são muuuuuuuitas nuances, inúmeros detalhes que fazem um processo seletivo “ideal” sob o ponto de vista da empresa, ou seja, contratar a melhor profissional possível considerando o perfil necessário.

Então você nunca saberá, com certeza absoluta, qual é a avaliação de cada candidato, o que a empresa observa, o que ela precisa. Portanto dê o seu melhor e aguarde os resultados.

…. e sua autoestima vai agradecer…

 

4. Controle a ansiedade e fale o suficiente

Nem muito, nem pouco. A ansiedade pode levá-la a falar demais (sem medida) ou de menos.

Quando você está em processo seletivo, se não se mostra, se não revela suas ideias e conhecimentos, se não responde aos questionamentos, como quer ser avaliada? Apenas pela imagem física que transmite?

Saiba que, do recebimento do currículo até a sua contratação, tudo, absolutamente tudo é observado em um processo seletivo.

Pessoas excessivamente tímidas podem ser excelentes profissionais e precisam demonstrar isso no processo seletivo, já que os Selecionadores não têm a famosa bola de cristal.

Quem fala demais peca pelo excesso: atropela os outros, transmite ansiedade elevada (e descontrolada muitas vezes), pode acabar sendo o centro das atenções, negativamente.

Então o equilíbrio é a melhor atitude.

Participe, tome a iniciativa de responder a uma questão aberta a todos, respeite o tempo de cada um, demonstre interesse.

…. e sua autoestima vai agradecer…

 

5. Ser e não demonstrar é o mesmo que não ser

Você se sente segura, porém anda com as costas em curva, olhando para baixo, postura “encolhida”. A imagem que você transmite é diferente de como você se sente.

O que os Selecionadores vêem? Incoerência, dúvida sobre quem é você na realidade.

Sabe qual é a análise possível? A fala pode ser manipulada, o comportamento e as atitudes não, então observam com mais cuidado o que você demonstra, não o que diz.

Você se vê apta para o cargo, porém se expressa com dificuldade, responde às questões formuladas de modo demasiadamente sucinto e objetivo, evita emitir sua opinião mesmo quando é o momento de fazê-lo.

O que os Selecionadores vêem? Que você pode ter dúvidas nas respostas por falta de experiência, de conhecimento ou medo de agir.

Sabe qual é a análise possível? Você não reúne as competências técnicas e comportamentais necessárias para o cargo.

Todo processo seletivo é, essencialmente, um processo de observação e análise.

Ponha para fora todo seu potencial, acredite nas suas competências e, principalmente demonstre nos momentos adequados para isso.

…. e sua autoestima vai agradecer…

 

 

Creio que você percebeu que essas orientações – difíceis de serem divulgadas – servem para sua vida como um todo, então aproveite muito!

Lembre-se: sua autoestima equilibrada tem grande poder sobre sua performance nos processos seletivos.

Tem mais dúvidas sobre a autoestima e sua carreira? Vamos conversar… deixe seus comentários abaixo.

 

Vamos juntas e de salto alto!

Bjs e até breve

Izabel

P.S. Compartilhe essas sugestões com aquelas pessoas que você sabe que irão se beneficiar com elas. No topo desse post você encontra links diretos para as redes sociais que você escolher. Eu agradeço a você por isso e creio que elas também!

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